ARTIGO: REDES DE
COOPERAÇÃO PRODUTIVA: UMA ESTRATÉGIA DE COMPETITIVIDADE E SOBREVIVENCIA PARA
PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
AUTORES: Maria
Elena León Olave e João Amato Neto
REVISTA: G &
P – Gestão e Produção – v.8, n.3, p.289-303, dez. 2001
RESUMO
Ao considerar a internacionalização da economia instalada
nos últimos anos, uma das necessidades citadas pelo autor é a reorganização dos
fatores produtivos e dos modos de gestão. Isto implica a adoção de novas
estratégias cujo objetivo tem a pretensão de garantir a sobrevivência e
competitividade das empresas, principalmente das MPEs. Para isso recorreu à
analise crítica do tema redes de cooperação entre organizações para a
compreensão dos tipos de redes, sua importância e influência.
Apontou que uma das principais características do ambiente
organizacional é a necessidade de atuarem de forma conjunta e associada,
reestruturando os meios produtivos e de gestão ao enfrentarem pressão por
redução de custos e aumento da produtividade. Portanto, este cenário induz aos
princípios conceituais de redes de empresas como uma forma inovativa de obter
competitividade e sobreviver, implicando na modernização da gestão empresarial,
desenvolvimento dos modelos organizacionais baseados em associações, em
complementaridade, em compartilhamento, troca e ajuda mútua.
A aplicabilidade da gestão sob o conceito de redes existe
como “uma forma de empresas pequenas competirem em escala global sem terem que
arcar sozinhas com os custos e incertezas vultosos que esta empreita acarreta.
A associação sinérgica de competências essenciais complementares e mesmo similares
geraria um out put em que se combinam
diferenciação com o custo reduzido de operação”.
É uma possibilidade aparentemente factível de desenvolvimento
das MPEs brasileiras na inserção em um cenário globalizado, concorrido e que
busca competitividade, permitindo vincular-lhes estratégia à cooperação,
visando a otimização da geração de valor para o cliente final da cadeia
produtiva.